Cabe ao pássaro falar sobre o que pensa. Sobre o que não pensa também, sobre o vento, sobre as árvores e as pequenas criaturas. Jamais, porém, ele falará do fogo, inclementemente capturado em sua matéria volátil, pois a fênix de seu antepassado ainda repousa sobre domínios, recônditos, desconhecidos. E a piromancia sã e ensandecida de sua raiz desabita hoje suas plumagens suaves e lisas, tornando seu voo livre, porém, apenas. O pássaro ainda reza para seu antepassado.
13 outubro, 2014
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