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16 novembro, 2013

Ilus

Tira as roupas peça por peça, em plena praça pública.
Nunca houve show tão inusitado pelas bandas da cidade de pedra.
Despia-se de cada proteção com velocidade de virar de tempo, desfazendo-se também da piedade por perdê-las.
Moços, moças, todos paravam os olhos no espetáculo. Seios, barriga seca, pele e sinais. Púbis, pernas, rosto e pés molhados. Olhava para o nada, sorria de leve, de dor.
Ninguém viu quando chegou, não soube nem houve fim, no frio fim de tarde.
Verônica acabava naquele momento a vida de ser Verônica mecanismo.
Verônica, naquela loucura de revelar-se, de ser pura e derme, virava arte.

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