Tira as roupas peça por peça, em plena praça pública.Nunca houve show tão inusitado pelas bandas da cidade de pedra.Despia-se de cada proteção com velocidade de virar de tempo, desfazendo-se também da piedade por perdê-las.Moços, moças, todos paravam os olhos no espetáculo. Seios, barriga seca, pele e sinais. Púbis, pernas, rosto e pés molhados. Olhava para o nada, sorria de leve, de dor.Ninguém viu quando chegou, não soube nem houve fim, no frio fim de tarde.Verônica acabava naquele momento a vida de ser Verônica mecanismo.Verônica, naquela loucura de revelar-se, de ser pura e derme, virava arte.
16 novembro, 2013
Ilus
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