Uma porta fechada.
Você com o nariz na superfície plana, alisa a matéria, dedilha e perturba todas as frestas, no desespero dos cegos repentinos. Você fala, como se fosse nada, e cala como se escutasse tudo. Você sorri, passeia, assim como nem sabe. Você bate, quando já cansou de lembrar.
É uma porta fechada.
Deve-se respeito às portas fechadas.
Elas são o limite do que não pode ser.
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